A poesia está em tudo

Quarta-feira, 09 de Março de 2011

A carne dele é uma sílaba

no conto da cidade,

esconde-se na fenda

de qualquer viaduto.

 

Um tiro que o atinja

não será ouvido

dentro da música

do dia.

 

Infância

sem linhas

no livro do asfalto.

 

Personagem

rejeitado

ainda no esboço.

 

           

               Sérgio Bernardo

 

 

 

 

 

publicado por Sérgio Bernardo às 10:16

De Pedro da Costa Pereira a 8 de Abril de 2011 às 02:01
Sérgio,

Gostei de suas palavras. Principalmente "não ouvido" e "rejeitado".

Então, lembrei dessa palavra: "Não desprezeis nenhum destes pequeninos, porque eu vos digo que seus anjos no céu vêem continuamente a face de meu Pai que está nos céus" (Mt 18, 10).

Seus anjos no céu são "seus seres" no céu, o que esses pequeninos se tornam depois de despojada da tenda terrena.

Podemos escutar essa palavra poeticamente, ou seja, fazer dessa forma a sua experiência, e assim dessa palavra nos aproximarmos sem, imeditamente, discuti-la do ponto de vista teológico ou outro qualquer.

Abraço,

Pedro.


mais sobre mim
pesquisar
 
Março 2011
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


Últ. comentários
Este poema merece um prêmio Nobel!!! PERFEITO!Ange...
Olá, Sérgio. Gostei muito do seu poema "A pressa d...
Olá! Gostei bastante do que você escreve. Deu vont...
Estamos a customizar uma natureza, e adjetivar com...
um blog bem transado! antonio cabral filhohttp://...
Mas nada o impedirá de existir.
Curti muito esse seu poema premiado em São João De...
Sempre mais fácil quando isso é perceptível. Valen...
Enquanto dia não tem uma escolha, nós temos.
Sucesso ao Blog, Sérgio. O seu texto sempre invejo...
arquivos
links

blogs SAPO


Universidade de Aveiro