A poesia está em tudo

Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

Sem outra opção, amanheceu.

Deixou a água lamber seu rosto

como cão amoroso.

 

Ao dormir, havia o mistério:

acordaria? não acordaria?

Ninguém decifra a intenção do seguinte.

 

Aqueles jornais ancorados no ladrilho

trarão notícias de um lugar ignorado,

porque há muito migrou

para uma dimensão contrária.

Serão lidos como obra de ficção,

aqui e ali uma tentativa de poesia

primariamente rimada.

 

Olhará o gato como animal extinto,

mas encherá o pote de leite

conforme toda manhã.

 

Sairá à rua abraçado a volumes

(a pasta de couro, papéis, guarda-chuva)

uma rua que o desconstruirá a cada passo.

 

Terá pressa. Chegará atrasado. Voltará para casa.

Assim: coadjuvando o dia.

 

                           

                               Sérgio Bernardo           

publicado por Sérgio Bernardo às 16:11

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