A poesia está em tudo

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

 

A tarde compra

um lote

de sol inverossímil,

 

uns dormem, uns acordam,

 

no extremo da praça a bica

doura uma mistura

de limo e água,

 

o funcionário de uniforme laranja

produz:

 

varre com fúria

as margens do asfalto,

rio de automóveis.

 

 

                   Sérgio Bernardo 

publicado por Sérgio Bernardo às 14:16

De Poeta da Colina a 19 de Dezembro de 2011 às 18:19
Estamos a customizar uma natureza, e adjetivar com ela, o que não sente.

De Liidane Lobo a 13 de Janeiro de 2012 às 12:21
Olá! Gostei bastante do que você escreve. Deu vontade de ler o "Asfalto". Como posso adquirir? Grande abraço!


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